Novo corregedor da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado estadual Mário Negromonte Jr. (PP) reconheceu a inexistência até então de normas que regulamentem a quebra de decoro parlamentar na Casa. “O atual momento, com a criação do Conselho de Ética, é o de reformulação, inclusive por conta de todos os recentes casos nos quais a Assembleia foi mencionada”, disse o pepista, em referência aos episódios que envolvem os deputados Roberto Carlos (antigo corregedor) e Cláudia Oliveira. Perguntado sobre como atuaria em relação a tais casos, Negromonte Jr. afirmou que não condenaria nem inocentaria ninguém de forma precipitada. “Por enquanto, não há representação [contra eles]. No momento em que houver, atuarei com isenção. Não é porque sou colega que serei conivente”, declarou o atual corregedor da AL-BA, que definiu sua função como “a mais espinhosa de todas”. Ele revelou ainda que não se sabe exatamente como funcionará o Conselho de Ética. “Talvez nos moldes do que existe na Câmara Federal”, especulou.
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