O contribuinte começou a pagar em agosto as indenizações devidas pelo governo federal às empresas do setor elétrico que aderiram ao pacote da presidente Dilma Rousseff, que permitiu a redução da conta de luz no país. O governo agora usou dinheiro obtido com a venda de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional para cobrir um buraco no fundo setorial responsável pelas indenizações - a Reserva Global de Reversão (RGR), que recebeu R$ 272 milhões oriundos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), no mês passado. Desde junho, o Tesouro Nacional tem depositado na CDE recursos obtidos com a emissão de papéis. Com o mecanismo criado pela Medida Provisória 615, o Tesouro vende títulos públicos ao mercado em nome da Conta. Nos últimos três meses, a operação rendeu R$ 3,95 bilhões aos cofres do fundo. Somente em setembro, o Tesouro emitiu R$ 2 bilhões em nome da CDE, e fontes do governo avaliam que esse volume maior já contempla os repasses tanto para a Conta quanto para a RGR. Segundo técnicos do governo, a triangulação deve continuar até o fim do ano, e os repasses devem variar em torno de R$ 500 milhões por mês, a partir de setembro. A CDE é usada para pagar os programas sociais, como o Luz Para Todos, e o custo das usinas termoelétricas.
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